quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"Não sou boa companhia, não gosto de conversar. Não quero trocar ideias – ou almas. Sou apenas um bloco de pedra para mim mesmo. Quero ficar dentro do bloco sem ser perturbado. Foi assim desde o começo. Resisti a meus pais, resisti à escola e depois resisti a tornar-me um cidadão decente. O que quer que eu fosse, fui desde o começo. Não queria que ninguém mexesse com isso. E ainda não quero." (Charles Bukowski)

domingo, 30 de junho de 2013

Não consigo escrever um texto. Não consigo explicar tudo ou o pouco que se passa na minha mente. Eu tento fugir. Fugir é a única solução. Não vejo sentido em toda essa discussão, em toda essa opinião, em toda essa falta de dizer e fazer. É muita solidão e gente demais querendo fugir dela. Eu não fujo da solidão, eu fujo de tudo aquilo que me faz pensar que ela não existe.

sábado, 8 de junho de 2013

Acendi um cigarro e enquanto a fumaça sumia pelo ar eu pensava pra onde a vida me levava. Pensava em todas as pessoas que já conheci, em todos os sorrisos, em todas as palavras, em todas as promessas. Eu poderia estar nesse quarto ou poderia estar em lugar nenhum... Queria ser como a fumaça, e desaparecer sem deixar nenhum sinal de que estive por aqui.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Não quero saber sua opinião sobre a política, não quero saber o que fez no último final de semana, não quero te contar meus segredos, não quero te abraçar, não quero ouvir a sua voz tentando me agradar, não quero suas tentativas de me fazer ficar bem, não quero sua insistência, não quero sua dor, não quero seu carinho... Só quero tudo isso ao contrário, mesmo não querendo isso de forma alguma.
Talvez você esteja em um quarto de hotel barato, talvez esteja fumando um cigarro enquanto escreve uma canção, talvez esteja tentando ficar tão bêbado à ponto de não lembrar o seu nome.
Talvez você esteja pensando em mim, ou naquele sofá velho, ou naquele banheiro abandonado, ou na areia da praia, ou naquele barquinho no meio do nada.
Não gosto de contar histórias. Não gosto de contar nada que envolva meus sentimentos, muito menos tentar entendê-los e fazer um resumo de tudo isso. Não acho legal gente que calcula sentimentos, não acredito e nem sigo todas essas teorias. Mas escrevo. Escrevo de uma forma tão confusa que nem eu mesma sei do que se trata. Escrevo pra manter vivo tudo aquilo que já não me faz mais sentido. A leveza de todas essas dúvidas, causam em mim tudo o que eu gosto de ser...
"Talvez todas essas perguntas se resumam em uma só: o que fazer com toda essa solidão?"

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Fiquei um tempo refletindo na situação e percebi que sou péssima em refletir. Não quero fazer o certo. Quero fazer aquilo que me der vontade, quero o mais intenso, o mais confuso, e até arrisco em dizer que quero todas essas decepções...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Fechei os olhos e por alguns instantes consegui sentir o que já não me faz sentido há tempos.
No sonho você era algo bom, algo que me fazia ficar, me fazia entender...
Era amor e se não fosse, deveria ser algo muito parecido.
Já havia desistido de te contar, relutei com meus próprios sentimentos mas o orgulho foi maior e o tempo já não era o suficiente.
Fui ao teu encontro e te olhei, te olhei de uma forma bonita pra você perceber o que causa dentro de mim...
Você disse que tinha de ir embora e desapareceu junto com o tempo. Eu te entendi e por alguma razão fiquei feliz por isso.
Foi um sonho bom. Daqueles que se acorda e não sabe se é verdade ou mentira, daqueles que você consegue tomar coragem e enfrentar todos os seus medos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cheguei em casa depois de um dia cansativo. Um dia cheio de conversas, opiniões, preguiça, e aquela velha vontade de sumir. Tudo o que eu queria era um café quente e você pra mim. Tudo o que eu queria era que as coisas fossem como eu as imagino. Não queria me importar, queria silenciar, tudo e todos.
Não posso ser feliz. Vivo em um mundo onde tudo o que se torna feliz, me deixa pra trás...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Não sei se é normal de vez em quando pensar em você.
Não sei se faz bem pra saúde fechar o olhos e te imaginar aqui...
Teu cheiro, teu calor, teu cabelo, teu sorriso.
Acho que você nunca existiu.
Afinal, quando digo você, mal sei explicar a quem me refiro.